Todo modo de vida irradia seus valores e crenças para os campos de influência que a orbitam. Em alguma medida, seu modo de vida influencia a forma como o alimento será produzido. Esta influência pode ser mais ou menos intensa na medida que as relações se acentuam. Então se hoje muitas pessoas compartilham um modo de vida Yogue no mesmo território, é certo que este movimento estimula a agricultura local. Quer seja praticando agricultura em pequena escala, ou frequentando a feira livre, a comunidade Yogue promoverá o aumento da demanda por alimentos frescos e processados, orgânicos, e da agricultura familiar.
No momento, esta demanda é suprida pelos agricultores locais, mesmo que, como é comum no Brasil, poucos sabem com precisão o que significa a Yoga. Porém, uma agricultura yogue é eminente. Quer seja bebendo nas fontes modernas do conhecimento (agroflorestas, economia solidária, bioconstrução) ou criando novas abordagens, a agricultura yogue poderá participar de forma digna da construção por uma agricultura planetária permanente.
Os hábitos yogues poderiam assim gerar sinergia com a materialidade da agricultura: os ásanas (posturas definidas, alongamento) poderiam gerar mais consciência corporal (perceber as lesões ajudando a evitar), a meditação é potente na superação da ansiedade, para a concentração e tranquilidade. De maneira geral, independente da vertente yogue que vocês estude, todos os caminhos levarão a percepção da importância da Mãe Terra, com sentimentos profundos e verdadeiros, e isso é peça chave fundamental para a prática da agricultura ecológica. A agricultura ecológica depende da valorização e preservação dos recursos ecológicos (energia, vida, teias complexas), por isso é dependente da percepção da verdade de Patcha Mama por aqueles que a praticam. O agricultor ecológico ama a Terra como ser, como Gaia.
Uma agricultura yogue, uma agricultura tântrica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário